Jardim Sensorial. O que é e como montar um?


No mundo contemporâneo em que vivemos, o verde dos jardins, florestas e bosques, cada vez mais, dão lugar a construções de pedra e concreto. O contato com a natureza, além de necessário, é revigorante e uma verdadeira terapia para nós. E, falando em terapia, um tipo de jardim que além de belo ainda é funcional, é o jardim sensorial. E é sobre ele que iremos falar hoje! Fica com a gente que iremos te contar tudo sobre como montar um desses.


O que é jardim sensorial? Já pensou se conseguíssemos interagir com uma área verde extrapolando apenas a visão? Pois é, isso já é uma realidade! Essa é a função desse jardim: uma troca, uma interação entre as plantas que o compõem e os nossos sentidos, ou seja, visão, audição, tato, olfato e paladar. Composto por ervas, árvores frutíferas, plantas floridas ou desprovidas de flores, temperos, plantinhas com folhagens de diferentes texturas, entre outras. Toda e qualquer planta que nos traga uma experiência sensorial, é mais do que bem-vinda para somar em seu espaço.


Tamanho não é documento!


“Mas nossa, todos os sentidos? De quantas plantas irei precisar? Com tanta coisa assim, eu devo precisar de uma área imensa para criar o meu, não é?”, você deve estar se perguntando. E, para seu alívio, a resposta é NÃO! Atualmente, já existem variados tipos de jardins sensoriais e, dentre eles, um é o vertical de parede. Perfeito para você que mora em um apartamento pequeno, mas mesmo assim não quer abrir mão do bem-estar proporcionado pelo contato com as plantas.


Quais tipos de plantas podem ser usadas para cada sentido?


Agora que já falamos algumas vezes nos sentidos, vamos aprender como estimulá-los para que tenhamos a experiência completa! Não existe bem uma ordem a ser seguida, a exploração e descoberta é uma das etapas mais encantadoras desse tipo de jardim. Iremos listar para você alguns exemplos de plantas para cada sentido. Assim, além de você embelezar seu espaço, você ainda consegue fazer a “mágica” dos estímulos sensoriais acontecer.


- Visão: Aqui não existe muito mistério. Todas as plantas têm a sua beleza, independente da espécie, cor ou tamanho. Mas como estamos falando da visão, busque sempre por plantas com cores, formas e folhagens diferentes. Como as camélias, hibisco, calêndulas, azaleias, suculentas e cactos diversos. O impacto visual é certo! - Tato: A arte do toque! Nessa sessão, sempre com muito cuidado, pois as plantinhas, em sua maioria, são sensíveis, sinta com os dedos plantas com texturas diferentes. Algumas mais macias, outras com "pelinhos" e algumas pontiagudas que até machucam dependendo da intensidade do toque. Para a experiência ser ainda melhor, feche os olhos e deixe seu tato “enxergar” por você. Alguns exemplos são: orelha de lebre, lança de São Jorge, tuias, peixinho, boldo e girassóis são boas pedidas!


- Olfato: Quando o assunto são flores ou ervas, esse é o mais fácil dos sentidos! Quem não reconhece aquele cheirinho familiar sem mesmo olhar para a plantinha, não é mesmo? Aqui, memórias serão reativadas e os sorrisos serão certeiros. Ainda mais para quem cresceu em uma região de hortas e pomares. Use e abuse de plantas aromáticas como alecrim, tomilho, coentro, salsinha, jasmim, rosas, orquídeas, alfazema e gardênias.


- Paladar: O sentido mais saboroso de todos! Aqui, uma boa pedida é fazer uma seleção dos seus temperos favoritos! Uma boa ideia é usar sálvia, cebolinha, manjerona, manjericão, hortelã, morangos, orégano e tomatinhos cereja.


- Audição: As plantinhas, infelizmente, ainda não falam, por isso, para este sentido, nós temos que ser criativos e temos que usar elementos da natureza. Como todo cantinho verde e bem cuidado, naturalmente, os pássaros serão atraídos e eles são muito bem-vindos! O seu canto enriquece seu jardim, além de trazer bem-estar para você. Uma boa pedida mais “artificial” mas bastante natural em condições urbanas, são as mini cascatas, fontes de reaproveitamento de água e bambus também!



Como cuidar do meu jardim?


Bem, agora que você já tem suas plantinhas todas prontas e posicionadas, devemos aprender a cuidar bem delas para que não sofram, ou pior, morram! E nós não queremos isso, não é mesmo? Para isso, iremos te ensinar algumas técnicas de adubação. A melhor forma de manter uma terra saudável, é fazendo um blend de terra + um composto orgânico, húmus e torta de mamona são excelentes! Tente sempre manter a proporção de 1 para 1. Para preservação do solo e drenagem de água, coloque pedriscos ou argila no fundo do vaso. Adubar com compostos orgânicos ou torta de mamona há cada dois ou três meses é essencial para o bom desenvolvimento de suas plantinhas.


Para a rega, tenha em mente que plantas não são todas iguais! Algumas gostam de bastante água e outras, nem tanto. Por isso, um bom “macete” para ver o estado de hidratação do substrato, é “cutucar” a terra a uma profundidade de, mais ou menos, 2cm. Se estiver úmida, tudo certo. Porém, se estiver seca, faça a rega.


Prontinho! Agora é só curtir e cuidar do seu pedacinho de natureza! Lembre-se de salvar esse link nos seus favoritos, pois qualquer dúvida que surgir, você poderá voltar aqui a qualquer hora. Siga as redes sociais da Método Paisagismo para mais dicas valiosas e conteúdos de valor sobre paisagismo. Instagram.com/metodopaisagismo



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